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Origem da Investimento Bitcoin, empresa investigada pela CVM por pirâmide financeira, é descoberta por site

Origem da Investimento Bitcoin, empresa investigada pela CVM por pirâmide financeira, é descoberta por site

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Rodrigo Faro anunciando a Investimento Bitcoin

Com a repercussão a respeito da empresa Investimento Bitcoin, investigada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por indícios de pirâmide financeira, o site UOL fez uma investigação e descobriu quem está por trás do negócio que vem sendo divulgado em famosas emissoras de televisão no Brasil.

No site da Investimento Bitcoin, que promete rendimentos de 1% a 2% ao dia e também anuncia no IG, um dos maiores portais de notícias do Brasil, não consta endereço físico da empresa, telefone, CNPJ ou mesmo nome dos sócios.

 

Empresa surgiu com outro nome 

Empresa surgiu com outro nome 

A reportagem apurou que a empresa foi fundada em agosto de 2016 sob o nome W&T Intermediações de Negócios e Participações Ltda.

Segundo o registro, a empresa prestava serviços de intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral, exceto mobiliários; marketing direto; outras atividades auxiliares dos serviços financeiros não especificadas anteriormente, segundo cadastro.

Responsáveis pelo negócio

Responsáveis pelo negócio

Os responsáveis pelo negócio, agora sob o nome de Investimento Bitcoin, são os sócios Wendel Cardoso Cortenove e Eduardo Diego Fiurst Duvoizem, conforme a matéria.

A investigação foi capaz de encontrar também o endereço registrado como sede da empresa: uma casa em São Bernardo do Campo, São Paulo, onde mora Creusa Cardoso, mãe de um dos sócios.

Ela confirmou à reportagem que seu filho, Cortenove, trabalhava com negócios em bitcoin e que ele era da área de Tecnologia da Informação (TI).

“[Ele] mexe com TI, mas não me conta o que está fazendo. Acho que é alguma coisa com esse tal de bitcoin", disse a mãe.

Em conversa por telefone, Cortenove disse à UOL que a empresa está provisoriamente registrada no endereço de sua mãe, mas que em breve estaria com um escritório na Avenida Paulista. No entanto, não informou o endereço exato: 

“Fica ali, entre o Hospital Santa Catarina e o Masp. Ainda estamos acertando os detalhes”, afirmou.

Primeiro Investidor no Brasil 

Primeiro Investidor no Brasil 

Wendel Cortenove nega ser o diretor ou sócio responsável pela Investimento Bitcoin, que segundo ele, tem sede em Lisboa, Portugal.

“Eu sou responsável apenas pela parte de publicidade deles no Brasil. Eu não tomo decisões pela empresa. Sou apenas um dos líderes no Brasil”, disse à reportagem. “Eles me escolheram porque fui o primeiro investidor deles no país. Coloquei US$ 150 mil", declarou.

Segundo ele, o presidente da empresa é Rui Costa, “um executivo com grande experiência com criptomoedas”, afirmou. Contudo, ele não forneceu os contatos de Costa à reportagem.

Investigações e risco de golpe 

Investigações e risco de golpe 

Além de ser investigada pela CVM por fraude de pirâmide financeira, a Investimento Bitcoin, que teve sua plataforma criada em 28 de outubro de 2018, também está sendo investigada pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), como apontou o Portal do Bitcoin. 

De acordo com o Conar, há um processo em andamento sobre dois anúncios da empresa, que veicula propagandas em emissoras como SBT, Band e Record. 

O processo deve analisar as rentabilidades oferecidas em um comercial de televisão e um na internet e solicitar uma defesa da empresa. Se houver ilegalidade, o órgão recomenda a retirada do ar das peças publicitárias. 

A UOL, que já veiculou propagandas da empresa em seu site, mas os retirou após entender que se tratava de um anúncio típico de pirâmide financeira, também consultou duas entidades importantes do setor sobre o assunto. 

A Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto) e a Associação Brasileira de Criptomoedas e Blockchain (ABCB), que reúnem as corretoras e principais empresas que atuam com criptomoedas no Brasil, afirmaram que a Investimento Bitcoin não possui associação com nenhuma das duas entidades, que desconhecem a identidade dos sócios da empresa.

"Assim como acontece no mercado tradicional, no mundo cripto, também existe o componente de volatilidade entre os ativos. Dessa maneira é impossível garantir rentabilidade no curto prazo. Aqueles que fazem isso prestam um desserviço ao segmento", disse a ABCripto em alerta sobre golpes de pirâmide financeira.

Leia também: Grupo Bitcoin Banco anuncia atualizações em suas exchanges

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