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Reportagem da Globo divulga informação falsa sobre bitcoin e diz que não vale a pena investir no ativo

Reportagem da Globo divulga informação falsa sobre bitcoin e diz que não vale a pena investir no ativo

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Durante uma reportagem sobre Bitcoin feita pela EPTV, afiliada da Rede Globo no interior de São Paulo, um professor da USP disse que não vale a pena investir na moeda digital e afirmou, erroneamente, que o ativo não pode ser rastreado.

A matéria veiculada pela emissora cita o ataque sofrido pela prefeitura de Barrinha (SP) no final de outubro, quando hackers exigiram resgate em bitcoins após invadirem os sistemas da administração, e fala sobre os perigos de investir na criptomoeda devido ao risco de cair em golpes de empresas fraudulentas que atuam no mercado.

O fenômeno já é conhecido pelos entusiastas do criptomercado que acompanharam a história de pirâmides financeiras como Kriptacoin, Unick Forex e outras.

A reportagem então chama Marcelo Botelho da Costa Moraes, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP de Ribeirão Preto, para responder algumas perguntas sobre o assunto.

Ao ser questionado se vale a pena investir em bitcoin, o professor opinou dizendo que é muito arriscado pois qualquer grande comprador faz o preço oscilar muito.

Ele também disse que não é possível antecipar o movimento para ter ideia se o bitcoin vai valorizar ou não, ”é muito especulativo, muita aposta”, argumentou.

Informação falsa 

Informação falsa 

Já no final da matéria, ao falar sobre golpes envolvendo o criptoativo, o professor da FEA USP, diz que intermediários residentes no Brasil poderiam ser presos, mas que é difícil que as empresas sejam responsabilizadas já que estas são registradas em paraísos fiscais.

Em resposta ao repórter, que diz que “acaba sendo difícil então fazer o rastreamento”, Moraes afirma:

“Não tem como rastrear né? Uma grande qualidade do bitcoin, mas que acaba sendo mal utilizada pelo mercado, por criminosos em fraudes e hacks, é essa questão de não ter como rastrear”, afirma.

A informação, contudo, é falsa. Embora o ativo seja o meio de pagamento mais utilizado entre criminosos na deep web, o bitcoin pode sim ser rastreado.

Um exemplo disso foi o caso reportado pelo Criptonizando no mês passado, no qual autoridades dos EUA rastrearam centenas de criminosos (incluindo brasileiros) que usavam bitcoin no maior mercado de pornografia infantil da deep web.

Uma investigação do Sistema de Receita Federal (IRS-CI) com a ajuda da Chainanalysis, rastreou 337 usuários do site.

Embora o fluxo de operações ocorra através de pontos múltiplos de uma rede, há como estabelecer links entre esses pontos, tornando possível descobrir as origens de cada transação.

Um relatório publicado pelo Ministério Federal das FInanças da Alemanha em 21 de outubro de 2019 afirma, inclusive, que a Monero (XMR), criptomoeda focada em privacidade, é mais perigosa que o bitcoin, pois seu rastreamento é impossível.

Leia também: Urgente: Líder da Unick e da A2 Trader é assassinado no Paraná

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