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Áudio: Todos os detalhes sobre a pirâmide com bitcoin derrubada na megaoperação da Polícia Civil no Paraná

Áudio: Todos os detalhes sobre a pirâmide com bitcoin derrubada na megaoperação da Polícia Civil no Paraná

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Foto: Divulgação/Polícia Civil

Mais de R$ 250 milhões de reais foram movimentados no golpe com bitcoin que foi alvo da megaoperação da Polícia Civil do Paraná nesta quinta-feira (05), segundo o delegado Emmanoel David, responsável pelo caso.

Durante uma coletiva de imprensa realizada hoje, foi divulgado que a ação das autoridades, intitulada ‘Operação Midas’, cumpriu 9 dos 11 mandados de prisão preventiva, restando duas pessoas foragidas. Entre elas, está Daniel Kaminski de Souza, o presidente da empresa.

Até os parentes foram enganados

Até os parentes foram enganados

De acordo com David, os responsáveis pela denúncia contra os operadores da suposta pirâmide financeira, Krypton Unite, que oferecia rendimentos de 3 a 4% ao dia, teriam sido os próprios parentes dos golpistas, que também foram vítimas do esquema.

“Na operação, foram presos gerentes, presidentes e outros operadores da empresa (…) De acordo com dados da investigação, houve movimentação bancária de R$ 250 milhões de reais. Entraram nas contas dos investigados R$ 70 milhões.”

Segundo o delegado, a empresa está atuando no mercado desde o início de 2018, e bloqueou os valores dos clientes em abril deste ano, sob a alegação de que o dinheiro seria pago aos poucos.

Os criminosos ainda teriam dito que parte do investimento estaria congelado na Argentina – “o que não se mostrou na investigação”, informou o delegado.

Empréstimo nos EUA e suposto suicídio

Empréstimo nos EUA e suposto suicídio

As vítimas investiram mais de R$ 200 mil, refinanciaram apartamentos, veículos, e entre elas está até uma parente dos golpistas, que fez um empréstimo nos Estados Unidos para investir no negócio fraudulento.

Durante a coletiva, uma jornalista trouxe à tona os rumores de que tenha havido até um suicídio envolvendo a pirâmide. Contudo, a questão não foi abordada pelo delegado.

Dívida de mais de R$ 1 bilhão

Dívida de mais de R$ 1 bilhão

“Se eles fossem pagar hoje os investidores, teriam que pagar aproximadamente R$ 1,5 bilhão de reais – o que é totalmente impossível e inviável, e mostra que se trata de um estelionato, não de um investimento real de uma empresa séria”, disse David.

Também foi determinado o bloqueio de R$ 80 milhões dos investigados e de outros envolvidos no esquema. Segundo o delegado, com os valores arrecadados, os golpistas adquiriram carros e imóveis.

Sete suspeitos já haviam sido presos pela Polícia Civil às 7h da manhã desta quinta-feira (05), conforme reportou o Criptonizando. A operação também cumpriu 62 mandados judiciais, 16 bloqueios de contas bancárias e 24 pedidos para apreensão de veículos de luxo.

Além do estado do Paraná, foram realizadas buscas e apreensões no Amapá, Maranhão, Minas Gerais, São Paulo e Bahia.

Até o momento, as autoridades apuraram queo golpe que afirmava realizar operações com criptomoedas e mineração, fez pelo menos 4 mil vítimas no Brasil. A Polícia Civil está em busca dos valores para ressarcir as vítimas. 

Os investigados responderão por estelionato, associação criminosa, falsificação de documento particular e lavagem de dinheiro.

Braziliex

Braziliex

A empresa não está sob investigação da Polícia Civil no caso, mas recebeu as autoridades em seu escritório em São Paulo para fornecer informações sobre um dos acusados, que teria realizado operações na exchange.

Confira a coletiva, na íntegra, compartilhada pelo Cointelegraph:

Leia também: ‘Procura-se vivo ou morto’: Clientes de suposta pirâmide financeira com criptomoedas ameaçam presidente da empresa

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