Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Dono da BWA, sequestrado por policiais em SP, participou de uma das maiores pirâmides financeiras do país

Dono da BWA, sequestrado por policiais em SP, participou de uma das maiores pirâmides financeiras do país

paulo bilibio bbom bwa pirâmide golpe

Paulo Roberto Ramos Bilibio, dono da empresa de investimentos em criptomoedas BWA Brasil, que foi sequestrado por policiais em São Paulo, participou da Bbom, uma das maiores pirâmides financeiras do país.

Conforme a reportagem do Portal do Bitcoin, o empresário foi dono de uma franquia da Unepxmil no final de 2013 – empresa que teria ligação direta com o autointitulado negócio de marketing multinível Bbom.

Ambas as empresas, no entanto, eram nomes fantasias da Embrasystem e, de acordo com a Justiça Federal, a Bbom era um esquema que vendia rastreadores de veículo como fachada para disfarçar a pirâmide financeira.

Segundo a matéria, o dono da BWA, que hoje vive nos Estados Unidos enquanto sua empresa deve dinheiro a milhares de clientes, abriu uma franquia da Unepxmil na cidade do Guarujá, no litoral de São Paulo, já na época em que a própria Unepxmil e a Bbom estavam sendo investigadas pelo Ministério Público Federal.

A notícia sobre a nova filial foi divulgada no folheto da empresa, e informava que “um coquetel foi realizado na sexta-feira, dia 9, e reuniu clientes, autoridades e diretoria do grupo Embrasystem – que dois meses antes já era alvo de desconfiança por parte dos procuradores sobre possível envolvimento com a Telexfree.

A Unepxmil, no entanto, era apenas um negócio de fachada para promover o esquema da Bbom, segundo a reportagem. Lá, a pessoa comprava os rastreadores de veículo e, antes de efetuar a compra e instalação na empresa, o cliente se cadastrava na Bbom, que prometia lucros de 24.000% em cinco anos, equivalente a 200% ao ano, aponta o Portal.

O negócio fraudulento promovido por Bilibio, com a participação do executivo Rubi da Bbom, Izaías Hummel; e os executivos esmeralda, Márcio Rodrigo e Nizardo Albuquerque, durou pelo menos até dezembro de 2014. Contudo, era Hummel quem anunciava os planos de negócios da Unepxmil e fazia sorteios de carros de luxo, enquanto o empresário ficava nos bastidores.

Já na BWA, Bilibio se juntou a Marcos Aranha, líder da Up! Essências, que passou a ser investigada pelo MPF depois de indícios de lavagem de dinheiro. Juntos, os sócios abriram a BWA BR e BWA Brasil; embora a primeira tenha começado a atuar em 2019 e a segunda em 2017, ambas são administradas por Jéssica da Silva Farias.

Quando foi sequestrado por policiais em julho deste ano, Bilibio teria sido supostamente confundido com ‘verdadeiro dono do Bitcoin Banco’, fundado por Cláudio Oliveira. No entanto, o empresário negou.

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Últimas Notícias