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Polícia Civil encontra revólver em operação contra suposta pirâmide financeira de bitcoins

Polícia Civil encontra revólver em operação contra suposta pirâmide financeira de bitcoins

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Imagem: Folha da Região

Por meio da “Operação Lucro Fácil”, a Polícia Civil de Araçatuba (SP) cumpriu mandados de busca e apreensão contra uma suposta pirâmide financeira que prometia altos rendimentos através de investimentos em bitcoin e criptomoedas, e encontrou um revólver na sede.

Segundo a Folha da Região, a investigação começou no início do ano, após diversas denúncias e boletins de ocorrências de clientes que estariam com os saques presos na empresa E-Bit FX, e teve a operação deflagrada na última terça-feira, 17 de dezembro.

O esquema oferecia lucros de 30% em 30 dias, segundo o delegado Alessander Lopes Dias, que comandou a operação. “A empresa oferecia altos rendimentos para atrair e convencer clientes a investirem em moedas virtuais, ou criptomoedas, como também são conhecidas”, disse.

Os investidores recebiam login e senha para acessar a plataforma, e ao notarem a evolução dos rendimentos, e aplicavam mais dinheiro no negócio, explica Dias.

“No entanto, aí que o golpe se consolidava, porque ao investir mais dinheiro, a empresa simulava um problema, onde o cliente perdia o acesso a esta plataforma digital, e posteriormente não conseguia mais contato com a empresa e acabava perdendo o valor investido”, aponta.

Um dos clientes teria aplicado cerca de R$ 3 milhões no negócio e não conseguiu mais sacar o valor da empresa que atua de maneira irregular no Brasil, sem registro ou dispensa da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A ação policial cumpriu, ao todo, sete mandados de busca e apreensão na sede da empresa, em Araçatuba, e em Birigui, onde mora o proprietário e uma sócia, suspeita de atuar como “laranja” no esquema.

No escritório, os agentes da Polícia Civil encontraram um revólver preto, de cano curto e calibre 38, além de vários contratos, documentos, computadores e até contratos de confidencialidade assinado por funcionários.

De acordo com a investigação, depois que o esquema ‘desandou’, os operadores da empresa teriam criado um plano de seguro de vida resgatável após 12 meses, que segundo os policiais, seria uma nova fraude.

Nota da E-bit FX

Nota da E-bit FX

Em nota divulgada pela E-bit FX, a empresa disse que as operações estão funcionando normalmente e que a operação “tem como objetivo esclarecer às autoridades policiais, as operações, produtos e serviços que a empresa atua, diante das fiscalizações que estão sendo feitas em diversas empresas do Brasil”.

“O Departamento Jurídico da empresa está atuando com toda sua equipe, bem como advogados especialistas em criptoativos para esclarecer às autoridades nossas operações. A empresa apenas está como alvo de investigação, como todas que trabalham neste segmento e está ciente e correta em todas as solicitações que lhe foram submetidas durante a Operação.

Todos os Departamentos da empresa estão atuando, normalmente, bem como as operações de pagamento junto aos nossos clientes ocorrerão normalmente, nos prazos estabelecidos pela empresa. Lembramos que a E-bit Fx é uma empresa sólida que honra com os seus compromissos e está aberta a esclarecer eventuais dúvidas pela nossa equipe de suporte”, concluiu.

Leia também: Operação da Polícia Federal prende chefões de uma das maiores pirâmides financeiras do Brasil

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