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Banco Fibra pede na Justiça busca por criptomoedas em exchanges brasileiras

Banco Fibra pede na Justiça busca por criptomoedas em exchanges brasileiras

O Diário de Justiça de São Paulo publicou na sexta-feira (10), o processo de execução de mais de R$1 milhão ajuizado pelo Banco Fibra, no qual a entidade solicita a busca por valores em três exchanges brasileiras de criptomoedas, conforme reportou o Criptofacil

O requerimento foi feito pelo banco após o pedido inicial de penhora online encontrar pouco menos de R$50 em valores executados. 

O fato da instituição bancária estar ciente que é possível que alguém esteja fugindo de uma execução ao guardar suas economias em criptomoedas é algo novo. 

A execução é referente a uma dívida de R$1.128 milhão, que uma construtora contraiu junto ao banco, após empréstimos concedidos. Depois de uma penhora online, realizada em outubro de 2019 nas contas do proprietário da construtora, resultou no bloqueio de apenas R$49,71. 

A defesa do Banco Fibra pediu 30 dias para buscar meios através dos quais seria possível obter o valor devido, ou ao menos parte dele. 

A defesa da instituição bancária solicitou, em dezembro de 2019, que fosse oficiado a fintechs e exchanges para que dissessem se o executado possuía algum valor junto a elas. 

O pedido foi realizado por conta das tais empresas não constarem na lista do Bacenjud, uma ferramenta utilizada pelo poder judiciário para encontrar os valores.

Cinco instituições foram listadas: banco digital Nubank e quatro exchanges brasileiras, sendo elas Foxbit, Mercado Bitcoin, Bitcoin Trade e Xdex.

Fora o pedido de busca por valores em moeda fiduciária ou criptomoedas junto às plataformas, foi solicitado a procura por imóveis e veículos em nome do proprietário da construtora. 

Sendo assim, torna-se mais nítido àqueles que decidem complementar suas economias em criptomoedas, sendo possível evitar acasos como esses. Não adianta muito se as moedas digitais estão guardadas em exchanges.

Leia também: Brasileiro que comprava bitcoin por R$12 em 2011 monta fundo regulado pela CVM

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