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5 grandes lições para aprender com o mercado de criptomoedas da China de 2019

5 grandes lições para aprender com o mercado de criptomoedas da China de 2019

O ciclo de doze anos dos signos do zodíaco chinês terminou com o ano do Porco (2019) e agora inicia-se o Ano do Rato, conforme reportagem do Decrypt.

Na cultura chinesa, os Porcos são símbolos da riqueza, os pais preferem que seus filhos nascem no ano do Porco, esperando que a fortuna os favoreça por toda a vida. 

Entretanto, para a comunidade de criptomoeda chinesa, 2019 não foi um ano de muita sorte, teve um mercado de baixa, justamente com um número decrescente de negócios e fluxo de talentos. 

De acordo com o índice Baidu Media, houve um declínio de 62% nas discussões relacionadas a blockchain e uma queda de 73% nos debates sobre Bitcoin. 

Os debates no mercado de cripto não supriram toda a demanda. Não foi um grande ano para o mercado de criptomoeda na China. 

Podemos aproveitar e aprender cinco lições com o ano do porco

1 – A diferença aumentou entre Bi Quan e Lian Quan

Sempre houve uma divisão entre Bi Quan, pessoas que trabalham em projetos relacionados a token e Lian Quan, pessoas que trabalham em projetos com ou sem permissão. 

No entanto, a divisão nunca realmente separou os dois grupos, até a aprovação da  blockchain.

Alguns representantes de Lian Quan incluem a Blockchain Service Network aprovada pelo governo, bem como a blockchain corporativa pioneira por gigantes da tecnologia como Alibaba, PingAn e Tencent.

A divisão crescente também é resultado da recente repressão do governo chinês, por conta de alguns casos de esquema de pirâmides, o que afetou o mercado de criptomoedas.

Provavelmente, durante o ano do Rato (2020), vamos ver a diferença entre Lian Quan, o pessoal que constrói bancos de dados e o Bi Quan, os desenvolvedores de token. 

É improvável que o governo chinês não mudará sua atitude em relação aos tokens. Para alguns como Houobi e Okex, o melhor resultado é fazer as pazes com o governo, para que as regulamentações se tornem mais amigáveis. Para outros, como a Binance, o melhor é manter um perfil mais discreto durante o ano. 

2 – O esquema ponzi começou a desaparecer

Muitos grupos Ponzi estão usando o mercado de criptomoedas para enganar seus membros e estão usando técnicas de pirâmide para alcançar mais usuários em potencial. 

Embora  o esquema ponzi tenha dominado a comunidade de criptomoedas na China desde que o país passou a decolar no mercado cripto. 

Em 2019 tiveram menos projetos de grande impacto, exceto pelo aumento repentino de BRC e EGT, a maioria dos projetos enfrentou reações frias do mercado assim que foram lançados.

O declínio do esquema ponzi, é resultado de repressão do governo e de uma mudança no sentimento dos investidores. Após a aprovação da blockchain de Xi, o governo iniciou uma nova onda de repressão, concentrando-se especialmente em esquema de pirâmide financeira e exchanges questionáveis. 

Os investidores perceberam que esses projetos, por mais bonito que pareçam, não são confiáveis. 

3 – DeFi tornou-se uma estrela em ascensão 

Um grupo de pioneiros da DeFi estão criando uma narrativa para justificar a existência de criptomoedas no cenário de blockchain da China, o que é difícil já que “descentralização” é uma palavra delicada na China.

Entretanto, pode haver três razões para isso, a primeira é que o DeFi faz parte da Ethereum, o que atraiu uma enorme comunidade de desenvolvedores e usuários na China. 

Segundo, DeFi é um conceito que colide com finanças inclusivas, o termo refere-se a produtos de tecnologia que atendem aos menos favorecidos, uma área que o governo chinês apoia fortemente. 

E terceiro, a DeFi possui novos tipos de empréstimos, o que levou muitos empreendedores de fundos tradicionais de empréstimos mudaram-se para a DeFi.

4 – Os gigantes da tecnologia se aprofundaram em cripto

Muitos outros testaram com sucessos casos de uso de nível de produção. Embora a maioria desses pilotos seja construída sobre blockchain permitido e sem token, eles forneceram alguns dados preliminares sobre se esses casos de uso são úteis

A Shenzhen começou a emitir faturas eletrônicas na blockchain, com o objetivo de identificar faturas falsas e rastrear mercadorias até sua origem. 

5 – Como sempre na China, apenas empresas locais prosperam 

Muita coisa mudou em 2019, entretanto, a única que permaneceu a mesma, é que somente empresas locais prosperam. 

Qualquer projeto estrangeiro que queira um pedaço na China, deve falar o idioma chinês e entender as necessidades e desejos dos consumidores. 

O ano do Rato promete ser nervoso. 

Conforme a lenda do zodíaco chinês, o Imperador ordenou uma corrida para honrar os 12 primeiros animais a atravessar um rio, para ser homenageados conforme a ordem do zodíaco. 

O Rato e o Gato, sendo animais inteligentes, convenceram o Boi a dar uma carona em sua cabeça. Um pouco antes de chegarem à margem do rio, o Rato empurrou o Gato na água, pulou da cabeça do Boi e chegou primeiro ao imperador. 

O que fica de lição para 2020. Será que as criptomoedas vão prosperar neste ano? Primeiro, é preciso encontrar um tipo de “Boi” para montar. 

Leia também: Em Davos, governos questionam teoria de livre mercado e querem mais controle

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