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Venezuela pode ter feito um hard fork da criptomoeda Petro sem contar para ninguém

Venezuela pode ter feito um hard fork da criptomoeda Petro sem contar para ninguém

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O governo de Nicolas Maduro, presidente da Venezuela, pode ter feito um hard fork da criptomoeda Petro sem avisar a população, segundo reportagem do Decrypt.

No dia 5 de maio, foi anunciado pela Superintendência Nacional de Cryptoassets ( Sunacrip )que a blockchain que suporta o token lastreado em petróleo seria retirada do ar para “manutenção” até o dia 10.

Uma medida incomum para uma rede blockchain, principalmente tratando-se da moeda de um país inteiro.Mas como se não bastasse a situação inusitada, um novo bloco gênesis foi criado no dia em que a rede foi desligada.

No dia 11, quando a blockchain voltou a ficar online, a Sunacrip anunciou que os usuários da Petro devem atualizar seus endereços de carteira para serem compatíveis com o novo formato.

O que aconteceu?

Um bloco gênesis é o primeiro bloco de uma blockchain, usado para iniciar uma criptomoeda. Em cada bloco são registradas as transações mais recentes na rede.

Para Anibal Garrido, instrutor de trade de criptomoedas da Universidade de Carabobo na Venezuela, a blockchain pode ter sofrido um hard fork:

“A primeira coisa que vem a mente é que, infelizmente, a antiga blockchain continha erros, e baseado nisso, eles decidiram atualizar a cadeia pelo que parece ser um hard fork”, declarou.

Um hard fork é uma alteração na blockchain, dividindo-a em dois caminhos. O bitcoin cash (BCH) é um exemplo de hard fork da blockchain do Bitcoin (BTC), por exemplo.

Até o momento, tudo aponta para o fato que de a blockchain da Petro foi irreversivelmente alterada de uma maneira que torna obsoletas as versões antigas da criptomoeda.

Se este for o caso, reforçará as críticas contra Nicolas Maduro de que se trata de uma moeda centralizada que pode ser manipulada quando o governo desejar.

O governo venezuelano ainda não se pronunciou sobre a situação, mas Garrido acrescenta que a reinicialização, ou reboot, de uma blockchain “é completamente contraprodutiva”, acrescentando que:

“As razões por trás dessa decisão, sem levar em consideração o histórico anterior da blockchain, são algo que apenas as autoridades por trás do projeto podem e devem divulgar”.

Dois blocos gênesis

Atualmente, exploradores de bloco não concordam com blocos e transações, sendo que o explorador oficial de blocos da Petro aponta que o bloco Gênesis foi produzido em 5 de maio, quando a rede saiu do ar para manutenção.

Enquanto isso, um segundo explorador de blocos mostra que o bloco Gênesis foi criado em 13 de outubro de 2018. Dois blocos sugerem duas cadeias diferentes.

Não seria a primeira vez

Como apontou a reportagem, o governo venezuelano realizou diversas alterações não anunciadas à Petro antes de seu lançamento em 2018, desde mudanças no whitepaper a mudanças estruturais na própria rede, que rodava na Ethereum, depois na NEM, e, por fim, em uma blockchain privada.

Leia também: Hackers vazam informações do exército em resposta à ações do Bolsonaro sobre o covid-19

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