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Justiça desbloqueia quase R$20 milhões que seriam usados para pagar os clientes da BBOM

Justiça desbloqueia quase R$20 milhões que seriam usados para pagar os clientes da BBOM

Justiça desbloqueia quase R$20 milhões que seriam usados para pagar os clientes da BBOM

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ), desbloqueou mais de R$17 milhões que haviam sido apreendidos das contas de envolvidas com a BBOM pelo Ministério Público de São Paulo, conforme reportou o Portal do Bitcoin.

O dinheiro liberado pelo Tribunal, seria utilizado para indenizar as vítimas do suposto golpe de pirâmide financeira da BBOM. 

O esquema foi descoberto pela Polícia em 2013, onde foram apreendidos pelo menos 100 veículos e cerca de meio bilhão de reais nas contas bancárias dos sócios. 

Tanto os veículos quanto o dinheiro ficaram resguardados por ordem da Justiça para ressarcir os clientes.

A decisão do Ministro Relator Nefi Cordeiro da Sexta Turma do STJ, não estava voltada para o mérito sobre o bloqueio, mas sobre o cabimento do Mandado de Seguranças apresentado pelo Ministério Público. 

Contudo, o bloqueio das contas foi conseguido pela promotoria de São Paulo após o TJSP ter acolhido o pedido do Mandado de Segurança. 

O Ministro Relator mencionou a apelação contra a decisão do juiz de primeiro grau, o Ministério Público de São Paulo não poderia impetrar o Mandado de Segurança. 

Com essa decisão, o STJ cancelou os bloqueios que haviam sido efetuados nas contas das pessoas envolvidas com a BBOM. 

Segundo a decisão do Ministério Público de São Paulo (MPSP), os sócios da empresa Extrato Flora Indústria e Comércio de Correlatas Cosméticos, Juliana Costabile Rodrigues e José Antônio Costabile, estariam lavando dinheiro para a empresa suspeita de pirâmide financeira. 

A promotoria solicitou que além das contas dos envolvidos bloqueasse também as de Juliana e de José. Entretanto, o Juiz de primeiro grau negou o pedido.

Mesmo com o pedido negado, o MPSP apresentou o Mandado de Segurança ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). 

Ao ser analisado novamente, o TJSP apontou que esse caso antes estava sendo investigado na seara federal. 

A BBOM e seus envolvidos, João Francisco de Paulo, diretor presidente da empresa Embrasystem Tecnologia em Sistemas, Importação e Exportação Ltda, estavam sendo investigados por Crimes Contra o Sistema Financeiro Nacional. 

Coube a Vara Federal analisar novamente o processo, pois esse tipo de conduta criminosa não pertence a estadual. 

O juiz responsável pelo julgamento na 6ª Vara Federal Criminal Especializadas em Crimes Contra o Sistema Financeiro da Comarca de SP, concluiu que os investigados não conseguiram comprovar a origem lícita do dinheiro bloqueado. 

Ao transferir o caso para a Justiça Estadual novamente, com esses problemas, os envolvidos requereram o desbloqueio dos mais de R$17 milhões. 

De acordo com TJSP, esse pedido não foi feito por cerca de três anos, enquanto o caso estava sendo cuidado pela Justiça Federal.

O Tribunal de Justiça de São Paulo concluiu, “como se viu, há indícios no sentido de que os valores em questão são oriundos da prática de crime de lavagem de dinheiro e de delitos cometidos contra o sistema financeiro (pirâmide financeira)”.

A Justiça deu razão à promotoria e atendeu o pedido no Mandado de Segurança para manter o dinheiro bloqueado pelo juízo criminal do estado. A transferência dos valores para um juízo cível tiraria a eficácia do sequestro do dinheiro, que seria usado para indenizar as vítimas. 

Leia também: Exchange da QR Capital fecha as portas e anuncia data limite para clientes sacarem as criptomoedas

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