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Presidente do Banco do Brasil revela temer uma reforma tributária ambiciosa e defende privatização

Presidente do Banco do Brasil revela temer uma reforma tributária ambiciosa e defende privatização

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Rubem Novaes, economista e atual presidente do Banco do Brasil (BB), disse durante uma live promovida pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) ontem (17), que teme uma reforma tributária ambiciosa, reportou a Folha.

Novaes afirmou que uma reforma abrangente pode introduzir mais uma questão de segurança em meio à forte incerteza na economia atual e defendeu que é hora de a população voltar a trabalhar, argumentando que prefeitos e governadores falharam em estabelecer um equilíbrio entre as questões de saúde pública devido à pandemia e a economia.

O presidente do BB  disse ainda que o modelo de reforma em discussão no Congresso atinge principalmente o setor de serviços – o mais debilitado pela pandemia que já fez mais de 2 milhões de infectados no país em cinco meses, conforme reportou o Correio Braziliense.

“Hoje os empresários e consumidores estão com um nível de incerteza enorme, se você coloca em cima disso uma reforma tributária muito pretenciosa, que vai mexer muito com preços relativos, que vai envolver municípios, estados, governo federal, fica um receio danado de que surjam propostas mirabolantes”, declarou. “Tenho muito medo dessa reforma tributária muito ambiciosa que se pretende fazer.”

Para o economista, Paulo Guedes deveria mexer em poucas coisas, como a fusão da PIS e a Cofins, talvez um IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre bebidas e cigarros e a troca de encargos trabalhistas por um imposto sobre pagamentos com alíquota baixa.

“Ninguém vai querer perder e a tendência acaba sendo de aumento da carga tributária”, disse Novaes, argumentando que esse não é o momento para “tanta ambição de reforma”.

“Talvez seja conveniente deixar a reforma tributária para mais tarde”, sugeriu.

Privatização

Outro ponto levantado por Novaes durante a live foi a privatização dos bancos públicos – que ele voltou a defender, afirmando que o problema da imagem do Brasil no exterior talvez seja fruto de implicância com governos mais à direita, aponta a matéria.

“Na minha avaliação, banco ou qualquer empresa pública de capital aberto é uma anomalia”, afirmou. “Uma das razões pelas quais eu entendo que a privatização é necessária é porque ou você é público ou privado. Você não pode chamar capital privado e ficar subordinado a prioridades do governo.”

O presidente do Banco do Brasil ainda disse que a recuperação da atividade econômica no país já está acontecendo e deverá ter formato de “símbolo da Nike”, com uma queda brusca e recuperação esticada com o tempo.

Para Novaes, o Brasil terá um melhor desempenho do comércio e indústria e maior dificuldade para o setor de serviços.

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