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O sucesso das moedas digitais e o interesse dos Bancos Centrais

O sucesso das moedas digitais e o interesse dos Bancos Centrais

As moedas digitais, ou criptomoedas, como ficaram popularmente conhecidas, já não são mais o dinheiro do futuro, são o próprio presente. Cada vez mais países vem elaborando leis e regras totalmente voltadas para esse ativo tão buscado nos dias de hoje. Um dado interessante: Em meio a pandemia, cresce o interesse popular pelas moedas digitais dos Bancos Centrais, em especial do Banco Central Norte-Americano. Um novo relatório do Banco de Compensações Internacionais (BIS) mostra que 2020 tem sido o ano em que o ímpeto por trás das moedas digitais do Banco Central (CBDCs) realmente decolou, como veremos a seguir.

 

Bancos Centrais buscam desenvolver moedas digitais próprias

 

Não é a toa que o Banco Central dos EUA projeta uma moeda digital e está em parceria com o MIT para tal feito. Pelo menos 15 Bancos Centrais globais estão planejando seriamente usar o blockchain para criar uma versão digital de suas moedas. Isso foi revelado por um estudo recente do Fundo Monetário Internacional (“Casting Light on Central Bank Digital Currency”), que entre as instituições projetadas para a adoção concreta de uma criptomoeda nacional indicam os Bancos Centrais da China e do Canadá, da rica e tecnológica Suécia, Noruega e Cingapura, mas também uma grande patrulha de países emergentes como Índia, Equador, Uruguai e até Tunísia e Senegal.

Publicado em 24 de agosto, o novo documento de trabalho do BIS analisa o estado global do trabalho de pesquisa e desenvolvimento do CBDC, abordagens técnicas e posições políticas. A pesquisa abrangente baseia-se em mais de 16.000 discursos do banco central dos últimos anos e avalia os projetos e motivações existentes do CBDC por trás da adoção do novo modelo por vários países. O sucesso de criptomoedas como o Bitcoin e o anúncio de projetos como o Libra do Facebook levaram Bancos Centrais de todo o mundo a tomar medidas para evitar a perda da soberania monetária e isto é um fato.

O risco do dinheiro físico contaminar as pessoas ao transportar o vírus COVID-19, também foi um fator que contribuiu com o crescimento da popularidade das criptomoedas. Criptomoedas costumam ser gastas em jogos de aposta como Playamo.com, e os governos querem impedir isso ou passar a ter um controle maior. Por terem uma moeda digital, o Banco Central passará a saber os caminhos deste dinheiro digital. Uma pesquisa realizada pelo Bank of International Settlement descobriu que mais de 50 instituições estão trabalhando arduamente para lançar moedas digitais. O BCE também está entre eles.

 

O que está por detrás do sucesso das moedas digitais e do interesse dos Bancos Centrais em desenvolvê-las

 

É uma moeda digital no estilo Bitcoin que o Federal Reserve Bank dos EUA está tentando desenvolver em conjunto com o Massachusetts Institute of Technology. Um dos motivos pelos quais o Banco Central dos Estados Unidos têm interesse em desenvolver sua própria moeda digital está relacionado ao controle. Graças ao blockchain descentralizado, as novas moedas digitais são capazes de garantir o anonimato das transações. A troca de quantias em dinheiro pode ocorrer sem a possibilidade de identificação dos atores.

Para termos uma ideia, dados do BIS mostram que, em 2020, as pesquisas mundiais de CBDCs na Internet ultrapassaram de forma decisiva as pesquisas por Bitcoin (BTC) e Libra do Facebook. A pandemia também acelerou a compra e venda online, o que criou um território ainda mais propício para o crescimento do uso das criptomoedas. Sobre a moeda digital que o Banco Central dos EUA está buscando desenvolver, o que sabemos é que seria uma moeda digital da própria entidade bancária (CBDC) que seria segura e eficiente para uso generalizado. No momento, o projeto ainda está em fase de “reconhecimento”, como sugere Eric Rosengren, presidente do Fed de Boston. 

Os resultados seriam dois: garantir a soberania monetária e incentivar a disseminação dos pagamentos digitais em vez do dinheiro, graças à possibilidade, oferecida a todos os consumidores, de poder usar diretamente os smartphones. Em essência, estão tentando descobrir se é realmente possível projetar um “carrossel de moeda digital” através do Banco Central dos Estados Unidos. Vale mencionar também que esta não trata-se de uma idéia nova, visto que a mais de uma década bancos vem cogitando tal possibilidade, no entanto, a necessidade da existência das criptomoedas, bem como a popularidade das mesmas ganhou uma notoriedade ainda maior no presente ano.

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