Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Corretora Gradual e sócios levam multa de R$ 45 milhões do Banco Central

Corretora Gradual e sócios levam multa de R$ 45 milhões do Banco Central

gradual-corretora-exchange-sócios-multa-banco-central-bc-economia-negócios-finanças-investir-investimento_Easy-Resize.com

O Banco Central do Brasil lançou uma multa de mais de R$ 45 milhões na corretora Gradual e seus ex-sócios por uma série de irregularidades no combate à lavagem de dinheiro. 

A empresa declarou falência em julho do ano passado, e seus executivos estão sob investigação de suspeita de fraude em debêntures. 

Conforme reportou o G1, o Comitê de Decisão de Processo Administrativo Sancionador (Copas) declarou a corretora responsável por realizar operações irregulares como: 

  • Venda de moeda estrangeira em espécie sem observar as regras para a completa identificação dos clientes; 
  • Ausência de implementação de políticas, procedimentos e controles internos de maneira compatível com seu porte e volume de operações, destinados a prevenir sua utilização na prática de lavagem de dinheiro; 
  • Deixar de comunicar ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) movimentações anormais/atípicas de recursos que se constituem em sérios indícios de crimes; 
  • Admitir fracionamentos irregulares de contratos de câmbio. 

Pela falha em comunicar movimentações atípicas ao Coaf, a Gradual foi multada em US$ 7,530 milhões, montante equivalente a cerca de R$ 41,6 milhões com base na conversão com base no câmbio no dia da decisão. 

Mais R$ 1,150 milhão foi adicionado à multa pelas demais irregularidades identificadas pelo Comitê Sancionador. 

Gabriel Paulo Gouvêa de Freitas Júnior, um dos responsáveis pela empresa, foi multado em R$ 4,2 milhões e inabilitado por 11 anos para atuar como administrador de instituição supervisionada pelo Banco Central ou integrante do Sistema de Pagamentos Brasileiro. 

Já Fernanda Ferraz Braga de Lima de Freitas, ex-CEO da Gradual e esposa de Gabriel, e Roberto da Silva, ex-diretor da corretora, foram multados cada um em R$ 25 mil. 

O casal é investigado por suspeita de fraude em debêntures – valor mobiliário emitido por sociedades por ações, representativo de dívida, que assegura a seus detentores o direito de crédito contra a companhia emissora. 

Os dois foram alvo da Polícia Federal (PF) na Operação Encilhamento, que investiga supostas fraudes envolvendo a aplicação de recursos de institutos de previdência municipais (RPPS) em fundos de investimentos que tinham debêntures sem lastro em carteira. 

Quanto às penalidades estabelecidas pelo Copas, no entanto, o Banco Central aponta que, de acordo com a lei, a multa máxima permitida é de 25% do capital social apurado no último balanço registrado. No caso da Gradual, essa quantia equivale a apenas R$ 6,316 milhões. 

Leia também: Exchange cria carteira de criptomoedas com reconhecimento e impressão digital

Curta o Criptonizando no Facebook, Instagram, Twitter e Telegram para ficar por dentro de tudo que acontece no Mercado Cripto.

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Últimas Notícias