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Atlas Quantum: Investidor precisou adiar parto do filho e empresa se recusa a receber intimações, diz reportagem da BBC

Atlas Quantum: Investidor precisou adiar parto do filho e empresa se recusa a receber intimações, diz reportagem da BBC

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A Polícia Militar precisou ser chamada duas vezes na sede da Atlas Quantum, nos Jardins, em São Paulo, porque a empresa se recusa a receber intimações judiciais, segundo reportagem da BBC Brasil.

A crise enfrentada pela Atlas chamou atenção da mídia jornalística que é subsidiária da principal rede de notícias do Reino Unido e uma das principais do mundo.

Segundo a matéria, em uma das vezes que a empresa deveria receber um ofício comunicando a decisão judicial a favor de clientes que entraram na Justiça, a empresa se recusou alegando que ninguém do departamento jurídico havia chegando para receber os papéis.

 

A empresa, que já enfrenta mais de 20 ações judicias só em São Paulo, alega não ter falido e alega que o alto volume de pedidos de saques registrados depois que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) proibiu a empresa de realizar ofertas públicas de investimento teria causado bloqueio no saldo da empresa nas exchanges.

A Atlas já tem quatro tutelas de urgência deferidas contra a empresa. Em duas delas, a empresa não cumpriu a determinação judicial nem procurou os investidores para fazer um acordo. Já em outro caso, pagou apenas uma parte do que devia e não procurou mais o cliente, diz a matéria.

Investidor precisou adiar o parto de seu filho 

Investidor precisou adiar o parto de seu filho 

A reportagem falou com alguns investidores que foram lesados pela empresa. Uma das histórias é de Jacó Vieira, de 39 anos, do Ceará. 

O homem, prestes a ser pai, tinha 1,3 bitcoin na Atlas Quantum (cerca de R$ 60 mil na época) e contava com o dinheiro para pagar a cesariana do filho, que nasceu na última quarta-feira (25). 

Por se tratar de uma gravidez de risco, Vieira desejava que o parto fosse feito na rede particular e planejava pagar pelo serviço com o saque que faria na Atlas, além de comprar o enxoval do bebê e terminar de construir sua casa, diz a matéria. 

Contudo, o plano foi por água abaixo quando a empresa travou os saques na plataforma: 

“Uma semana antes, tive que desmarcar o médico, desmarcar o parto. Foi uma humilhação grande e um transtorno", desabafou. “Em Madalena não fazem parto no hospital, eu tive que ir para Canindé com minha esposa, tive que fazer pelo SUS. Eu ia com ela, eles mandavam de volta, dizendo que não estava no tempo, mas já estava no tempo, minha esposa não entra em trabalho de parto — não entrou nos meus dois outros filhos, tem risco se ficar demais na barriga", afirmou o investidor que ganha cerca de R$ 1 mil como funcionário público.

Outros dois clientes que abriram um processo contra a Atlas, possuem 444 criptomoedas na plataforma, cerca de R$ 18 milhões de reais. 

Recentemente a empresa publicou um comunicado onde alega que estaria buscando empréstimos e diferentes formas de capitalização com players do mercado para conseguir a liquidez necessária para pagar os clientes, mas uma semana depois, na quinta-feira (26), anunciou a compra da plataforma de investimento em criptomoedas AnubisTrade, que possui 253 em custódia.

Leia também: Já é possível pagar com Bitcoin e Bitcoin Cash no Mercado Livre

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