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“O negócio faliu, se você não recebeu, me procure urgente", diz presidente da Credminer

“O negócio faliu, se você não recebeu, me procure urgente", diz presidente da Credminer

Reprodução Youtube/ Presidente Credminer

Antônio Silva, presidente da Credminer, empresa acusada de pirâmide financeira, declarou em entrevista ao Cointelegraph, que “o modelo de negócio do Credminer literalmente faliu”.

A empresa tem um galpão de mineração em Hernandarias, no Paraguai e possui cerca de 8 containers, todos com equipamentos da Bitmain, em sua maioria Antiminer S9, para mineração de Bitcoin. 

Silva declarou que começou as atividades em 2016 quando poucas pessoas falavam sobre criptomoedas ou mineração.

Quando um investidor enviava BTC para a empresa ou algum afiliado, a Credminer revertia na compra da máquina e ‘entregava’ em forma de HPM, que é uma unidade da empresa usada para compartilhar os lucros da operação de mineração. 

Os problemas começaram em 2019, com o encerramento de contas correntes de todos os parceiros da Credminer que davam liquidez a moeda da empresa. O presidente afirma que até contas de sócios e da própria empresa foram canceladas. 

“O encerramento de contas prejudicou todo o setor, até o das exchanges ditas ‘sérias’ do mercado. Ou você consegue me garantir que se todo mundo pedir saque hoje, as exchanges ‘sérias’ do mercado vão ter o Bitcoin para pagar todo mundo? E o troco no core, sabe o que é? Você garante isso? Enfim, os problemas começaram aí e isso refletiu na empresa”, declarou Silva. 

Segundo ele, a Credminer perdeu as 6 contas bancárias que tinha e o modelo de mineração que a empresa investia acabou falindo, o que dificultou a mineração de bitcoin. 

“Não é de hoje que estamos falando aos clientes que o negócio de mineração não estava mais sendo lucrativo e isso está tudo documentado, enviamos cartas a cada cliente dentro do sistema, estão registradas lá” destacou Silva. 

Desde abril de 2019 o presidente da empresa afirma que a mineração com bitcoin estava difícil, segundo ele, a imprensa nunca abiu espaço para a Credminer se defender.

Silva afirma que “sempre nos comparam com as ‘Unicks’ da vida, desde 2016, logo quando laçamos a empresa já falaram que era pirâmide, mas nunca foram conhecer minha operação (..). Agora as empresas que eram ‘sérias’ no mercado, como a Atlas Quantum, que até criou uma Associação de Criptomoedas, tomaram um pau da CVM”. 

De acordo com Silva, a empresa nunca prometeu rendimento para ninguém e nunca falou que os investidores iriam ganhar 3 ou 4% ao dia, ou mês. 

“Acha que se tivesse a intenção de montar uma pirâmide, iria montar esta estrutura enorme para que? Não seria mais fácil, tirar o site do ar, sair das redes sociais e sumir com o dinheiro de todo mundo, mandar para um paraíso como Belize, com fizeram por aí, ou qualquer coisa do tipo. Agora eu pego 100% do que entra e compro tudo isso de equipamento, monto toda essa estrutura, deixo o site no ar, e dou a “cara a tapa”, que golpista burro que sou então heim”, afirmou o presidente. 

Segundo Antônio a Credminer tinha 275 mil contratos, sendo que destes, 26.758 ainda não tinha recuperado o valor investido, menos de 10% dos contratos, e atualmente apenas 4% está sem receber o valor investido. 

“Menos de 10% quando fechei para novos cadastros e menos de 4% hoje, não é igual na Unick e ou outras que 100% dos saldos foram bloqueados, ou que 100% perdeu tudo”.

O presidente da Credminer afirma que viajou para alguns países procurando formas legais para continuar com a empresa em um novo modelo, pois a mineração com S9 não é mais lucrativa. 

Antônio Silva destacou que vai pagar os 4% restantes da Credminer como fizeram com os outros clientes, e que investidor pode cancelar o contrato quando quiser, bastar aceitar os termos no site.

“E se alguma opção apresentada, não satisfazer, ele pode vir aqui e pegar as mineradoras para descontar do saldo, ele pode vir. Está aqui, é o que temos. Isso aqui é dele, é dos clientes da Credminer, salvo os que já receberam o valor investido e lucros”. 

O presidente declara para todos que querem continuar com a empresa, que em breve anunciará um novo produto que não tem nada a ver com mineração, nem com o modelo de negócio da Credminer. 

“Eu continuo trabalhando para ter um negócio legal, seguro e sustentável. Ele foi isso durante 3 anos e agora não é mais. O modelo literalmente faliu. Mas eu não. Eu continuo no mercado e vou continuar sem dar prejuízo a ninguém”, finaliza Antônio Silva. 

Leia também: O plano bilionário para derrubar o Facebook enquanto está em baixa

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