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Entenda como funcionava o esquema da Midas Trend, acusada de pirâmide com Bitcoin

Entenda como funcionava o esquema da Midas Trend, acusada de pirâmide com Bitcoin

A empresa acusada de pirâmide financeira, Midas Trend, está há mais de quatro meses sem pagar seus clientes. Com promessas de rendimento de até 1,5% ao dia, a empresa atuava com mercado Forex de criptomoedas — que é proibido no Brasil. As informações são do site Behing MLM.

A reportagem afirma que o site da empresa não fornece informações sobre quem é o proprietário da Midas Trend ou quem dirige a empresa. Como o esquema possui clientes aqui no Brasil, o portal afirma que “provavelmente, quem estiver executando a Midas Trend deve estar fora do país”. 

A suposta pirâmide financeira oferecia um plano de remuneração, dizendo oferecer marketing multinível, são 6 opções de Robô de trading (Bot), sendo possível receber até R$80.000. 

  • Bot 1 – invista R$ 130 e receba R$ 380
  • Bot 2 – invista R$ 380 e receba R$ 800
  • Bot 3 – invista R$ 800 e receba R$ 1300
  • Bot 4 – invista R$ 1300 e receba R$ 3000
  • Bot 5 – invista R$ 3000 e receba R$ 8000
  • Bot 6 – invista R$ 8.000 e receba R$ 80.000

A Midas Trend não fornecia prazos para conclusão do retorno dos investimentos, mas oferecia bônus residual e binário. 

O esquema binário é dividido. Em primeiro lugar a equipe abriga duas posições, e o segundo nível é gerado dividindo essas duas primeiras posições em outras duas.

Legenda: Reprodução/BehinhMlM Ilustração do bônus binário

As posições na equipe são preenchidas conforme o recrutamento direto e indireto de afiliados. Os associados recebem 10% dos fundos investidos no lado mais fraco da equipe binária. 

Depois de pagos, os fundos são combinados com o lado mais forte e liberados. O volume restante no lado mais forte da equipe binária e transferido. 

Outra forma de ganho que a Midas Trend oferecia, era um bônus residual, uma matriz de 5×6, onde os afiliados estavam no topo da matriz.

Legenda: Reprodução/BehinhMlM Ilustração do bônus residual

As cinco posições (level 5) formam o primeiro nível da matriz. O segundo nível é gerado dividindo essas cinco posições em outras cinco (25 posições). 

As posições são preenchidas conforme o recrutamento de novos afiliados da Midas Trend. Cada associado tinha que pagar uma taxa mensal de R$24,90. A empresa cobrava essas taxas para pagar as comissões em posições de matriz preenchidas. 

  • R$ 0,50 por posição preenchida no nível 1 (5 posições)
  • R$ 1 por posição preenchida no nível 2 (25 posições)
  • R$ 1,50 por posição preenchida no nível 3 (125 posições)
  • R$ 2 por posição preenchida no nível 4 (625 posições)
  • R$ 2 por posição preenchida no nível 5 (3125 posições)
  • R$ 3 por posição preenchida no nível 6 (15.625 posições)

O esquema ofertava o produto dizendo o valor da taxa mensal da posição e mais os investimentos adicionais que requer um valor de R$130 a R$8.000.

A Midas oferecia o robô de arbitragem garantindo resultado de grandes parcerias, com oportunidade única e assertiva. 

A reportagem conclui dizendo que no mínimo “a Midas Trend está cometendo fraude de valores mobiliários em seu maior mercado investidor. A matemática por trás dos esquemas Ponzi garante que, quando eles entram em colapso, a maioria dos investidores perde dinheiro”. 

Recentemente, foi informado de que o CEO da empresa, Deivanir dos Santos, possa ter saído do país e o sistema de robô pode nunca ter existido, segundo o canal “Moedas Virtuais”. 

Leia também: Para o Ministério Público, réus no caso Minerworld devem ser acusados por mentir em ação

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