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Juiz de 81 anos perde R$900 mil em suposta pirâmide com bitcoin

Juiz de 81 anos perde R$900 mil em suposta pirâmide com bitcoin

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Ao contrário do que muitos pensam, a falta de conhecimento sobre o mercado não é um requisito necessário para correr o risco de cair em uma pirâmide financeira. Em São Paulo,um juiz de 81 anos caiu em um esquema que prometia lucros com bitcoin e perdeu R$900 mil.

Conforme reportagem da Folha, Messias Cocca, juiz aposentado  de São Vicente, está entre muitas vítimas da FX Trading Corporation, suposta pirâmide que usava as criptomoedas para fazer milhares de vítimas pelo Brasil.

A polícia de São Paulo tem três inquéritos em curso contra a empresa cujo garoto propaganda e suposto líder é Philip Han, um paranaense de ascendência coreana que ostentava carros de luxo nas redes sociais em fotos e vídeos à frente da empresa, mas nega ligação com o esquema.

A FX Trading é acusada de crime contra a economia popular, estelionato e organização criminosa, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), aponta a matéria.

R$900 mil no esquema

Cocca é uma das vítimas que recorreu à polícia após perder, juntamente com o filho, mais de R$900 mil.

Segundo a reportagem, em seu boletim de ocorrência registrado em dezembro de 2019, na cidade de São Vicente, o juiz aposentado de 81 anos “assume hoje ter sido ludibriado por esta organização criminosa de nível mundial”.

Autônomos, advogados e bancários também são citados como vítimas do golpe que pode chegar a R$1 bilhão.

O empresário Luca Calabrese, 63, de Santo André-SP, investiu mais de R$600 mil, conta a reportagem, e por pouco não colocou mais R$2 milhões no esquema.

Promessas de rendimento muito acima do mercado

As vítimas alegam ter sido convencidas a investir no esquema após promessas de até 2,5% de lucro ao dia. Para se ter uma ideia, isso equivale a 10x mais que o rendimento mensal da poupança.

Renato Davanso, promotor que acompanha um dos inquéritos em andamento, diz que se trata de um exemplo típico de estelionato mais sofisticado:

“Nos primeiros meses, eles remuneram, para dar legitimidade, depois, somem”, explicou.

E assim aconteceu. Um dia, sem aviso prévio, a empresa que operava sem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) saiu do ar e os investidores não conseguiam mais sacar os valores de suas contas virtuais, pois os saldos estavam congelados na plataforma.

Aproximadamente um mês depois do fim das operações no Brasil, surgiu a F2 Trading – a sucessora do esquema original, em Dubai, nos Emirados Árabes.

Segundo as vítimas do negócio, “é muito claro que esse Philip [Han] tem envolvimento, que ele é o representante”. Contudo, em resposta à Folha, o empresário afirmou que era “tão somente investidor” das empresas FX e F2.

Os advogados de Han negam seu envolvimento como sócio e/ou proprietário e afirma que este não possui acesso a contas do suposto esquema. Segundo a defesa, ele dava “palestras motivacionais àqueles que queiram (sic) empreender no sistema” como contratado.

Han já chegou a dizer que “quem não conseguir US$50 mil por dia é um fracassado“.

Leia também: Dinheiro da BWA está no exterior, diz Polícia Civil de Santos

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