JPMorgan Chase, Bank of America e Wells Fargo estão na mira do governo dos Estados Unidos por conta de falhas no combate a fraudes e golpes na plataforma de pagamentos instantâneos Zelle. O órgão regulador Consumer Financial Protection Bureau (CFPB) abriu uma investigação para avaliar como esses bancos lidam com transações contestadas e transferências fraudulentas.
A iniciativa do CFPB veio como resposta às reclamações sobre a ineficiência das Instituições financeiras em prevenir e solucionar golpes onde usuários são induzidos a autorizar pagamentos indevidos.
Segundo a subcomissão do Senado dos EUA, houve uma grande queda na taxa de reembolso para vítimas de golpes na Zelle. O índice, que era de 62% em 2019, despencou para 38% em 2023. Além disso, entre 2021 e 2023, os bancos negaram o ressarcimento de US$880 milhões em transações contestadas.
Em reação, a Zelle implementou novas regras exigindo que as instituições financeiras reembolsem determinadas perdas relacionadas a golpes, principalmente em casos de falsificação de identidade bancária ou de órgãos governamentais.
A Early Warning Services, empresa controladora da Zelle, apontou que a maioria das transações na plataforma é legítima, mas o foco deve ser no combate aos criminosos por trás dos golpes, e não apenas no aumento das taxas de reembolso.
O JPMorgan criticou publicamente a investigação do CFPB, sugerindo que as exigências da agência excedem os requisitos legais e insinuando possíveis contestações judiciais.
