Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Estudo aponta que Day Trade é 'pura sorte, igual cassino, e só quem ganha com isso é quem vende curso'

Estudo aponta que Day Trade é 'pura sorte, igual cassino, e só quem ganha com isso é quem vende curso'

day trade fgv investimento pesquisa cassino

Uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), conduzida pelos economistas Bruno Giovannetti e Fernando Chague, revela que 97% das pessoas que fazem day trade saem no prejuízo, diferente do que muitos pregam na internet.

Os dados foram coletados entre 2012 e 2017, durante um estudo que acompanhou investidores que fizeram operações diárias no mercado tradicional.

 

“De todos que tentaram alguma coisa, 92,1% pararam em menos de um ano. Dos que seguiram – aqueles que fizeram operações diárias por ao menos 300 pregões – 97% perderam dinheiro. Nos 3% que saíram no azul, 2,6% ganharam menos do que 300 reais por dia (ou até 6.000 reais em um mês com 20 dias úteis).”

O estudo também revelou que o day trade não depende de experiência; “quanto mais a pessoa insistiu, mais vezes perdeu”, diz a reportagem da revista Exame.

Segundo Giovannetti, a prática se assemelha ao cassino. O estudo mostrou que a chance de ganhar cai com o tempo:

“Nenhuma outra atividade é assim, você faz, faz, faz e não melhora. Só cassino, que é pura sorte. Day trade é igual, pura sorte. Se fosse algo que dependesse de habilidade, o certo seria que, à medida que vai treinando, a pessoa fosse melhorando, mas não é o que acontece.”

O economista conta que entre os investidores que fizeram apenas um dia de day trade, 30% tiveram ganhos, no entanto, entre aqueles que seguiram operando de dois a 50 dias, o total de pessoas que ganharam cai para 14%, disse o pesquisador, acrescentando que:

“Entre os que operaram de 51 a 100 dias, 10% ganharam; de 101 a 200 dias, 8% ganharam, até os com mais de 300 dias, com apenas 3% ganhando. É claramente como em uma roleta. O que os números mostram é isso: day trade é muito mais sorte do que técnica.”

Os dados mostram que dos 3% que ganharam, que representam a parcela especializada na prática, 2,6% ganharam menos do que 300 reais por dia — “uma renda menor do que um motorista de Uber ou do que um caixa de banco”, diz a matéria.

“O cara que mais ganhou, ganhou 1.000 reais por dia, em média. E com desvios enormes: em um dia ele ganhou 11.000 reais, no outro perdeu 10.000 reais, o que é bem diferente de ganhar 1.000 todos os dias. O que mais perdeu, perdeu 13 mil reais por dia.”

De acordo com Giovannetti, o resultado da pesquisa não seria diferente se esta fosse realizada nos anos mais recentes, porque “o que o trader precisa é de volatilidade”, afirma, “e volatilidade não faltou nesses anos no Brasil”. 

No entanto, economista alega que os investidores ficam em desvantagem em comparação à grandes instituições que usam o chamado High Frequency Trading (HFT), ou negociação de alta frequência, em português. 

Isso porque o investidor que está em casa recebe as notícias e dados “muito depois das grandes instituições”, que possuem computadores muito rápidos que ficam “comprando e vendendo ativos com base em milhares de variáveis”, aponta.

"A grande conclusão é que achar que dá para viver de day trade como a sua fonte de renda é uma viagem completa. Isso não existe, os únicos que estão ganhando dinheiro com isso são os que vendem curso", diz o economista.

Leia também: Criptomoedas em foco: Deputado convida Fernando Ulrich para debater Reforma Tributária

Curta o Criptonizando no Facebook, Instagram e Twitter e fique por dentro de tudo que acontece no Mercado Cripto.

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Últimas Notícias

Mais Lidas