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'Investi na GenBit porque eram evangélicos', diz mulher que perdeu toda a poupança do pai no esquema

'Investi na GenBit porque eram evangélicos', diz mulher que perdeu toda a poupança do pai no esquema

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Gilmara Carcetti dos Santos é uma dona de casa, moradora de Carapicuíba (SP), que perdeu cerca de R$ 91 mil na Genbit, empresa suspeita de pirâmide financeira que oferecia lucros garantidos com operações em bitcoin e criptomoedas.

Segundo reportagem da UOL nesta terça-feira (21), o valor é referente a toda a poupança guardada pelo pai aposentado, somado ao dinheiro aplicado pelo marido e irmão da vítima, que declara ter investido porque foi informada de que a corretora é uma empresa evangélica.

Com promessas de rendimentos fixos de 15% ao mês, a Genbit ganhou a confiança da investidora em 2019, após uma amiga de Gilmara visitar a família e convencê-la de que se tratava de um bom investimento.

“Em abril do ano passado, uma amiga da família foi até a minha casa e conversou com meu pai, um aposentado de 78 anos, sobre investimento em bitcoins […] Achei que seria um bom negócio, pois poderia usar parte do rendimento para arcar com os R$ 2.600 do meu tratamento de saúde. Hoje ele é pago pelo meu marido, que é autônomo”, explicou.

Gilmara tem doença de Behçet desde 2007, e foi diagnosticada com hipertensão intracraniana no ano passado.

Ela afirma que inicialmente teve receio de investir, pois só tinha investido em poupança e no ‘overnight’ (aplicação da época de hiperinflação do Brasil), mas foi convencida por um dos membros da corretora sediada em Campinas (SP), que visitou a casa da família em Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo.

“Fiquei desconfiada até que fizemos uma reunião com diretores da GenBit e eles fizeram questão de salientar que eram evangélicos. Como também sou evangélica, achei que isso seria um tipo de ‘selo de qualidade’ e acreditei ainda mais na ideia. Hoje, no entanto, vejo que só usaram a religião para enganar a mim e aos outros”, desabafa a vítima.

O investimento

O investimento

Convencida de que se tratava de um bom negócio, Gilmara investiu toda a poupança do pai. Primeiro, pegou com ele o valor de R$ 26.250, em maio de 2019. Depois, o marido e o irmão investiram mais R$ 26.250 cada, afirma, e o pai entrou com mais R$ 26.250.

“A promessa era de que eu receberia cerca de R$ 4.000 por mês ao longo de três anos. As primeiras parcelas foram depositadas, e eu fiquei empolgada. Acabei pegando um empréstimo no banco e investi mais R$ 26.250 na empresa”, contou ao UOL.

No total, a família investiu R$ 131.250, mas recebeu apenas R$ 40 mil, pois a empresa não paga desde agosto do ano passado.

“Já chorei de raiva e, às vezes, tenho vontade de bater minha cabeça na parede por pensar em como fui tão ingênua”, diz Gilmara, que afirma que seu estado de saúde está ainda mais debilitado devido ao estresse. “Nesta semana, meu médico disse que a hipertensão intracraniana piorou e que, para não ficar cega, terei que passar por um procedimento para retirar líquido do meu cérebro.”

Por isso, a investidora decidiu abrir um processo contra a GenBit, por reparação de danos materiais e por danos morais.

A empresa de Nivaldo Gonzaga dos Santos é alvo de uma ação civil movida pelo Ministério Público, que pede o bloqueio de R$ 1 bilhão do grupo e dos sócios devido à falta de pagamento dos clientes. Só em São Paulo, já são 330 processos registrados contra a GenBit até janeiro.

Leia também: Investidora diz que Genbit ‘parecia uma seita religiosa’

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